domingo, 8 de julho de 2007
Da Fulga
"Perdi-me muitas vezes pelo mar, o ouvido cheio de flores recém cortadas, a língua cheia de amor e de agonia.
Muitas vezes perdi-me pelo mar, como me perco no coração de alguns meninos.
Não há noite em que, ao dar um beijo, não sinta o sorriso das pessoas sem rosto, nem há ninguém que, ao tocar um recém-nascido, se esqueça das imóveis caveiras de cavalo.
Porque as rosas buscam na frente uma dura paisagem de osso e as mãos do homem não têm mais sentido senão imitar as raízes sob a terra.
Como me perco no coração de alguns meninos, perdi-me muitas vezes pelo mar.
Ignorante da água vou buscando uma morte de luz que me consuma.''
Federico Garcia Lorca
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2 comentários:
Também gosto dessa poesia...e é muito mais legal o Daniel Oliveira lendo de cueca!hauhauhauha
Mas eu prefiro a que vc leu outro dia...algo como desfolhar a lua...
Também gosto dessa poesia...e é muito mais legal o Daniel Oliveira lendo de cueca!hauhauhauha ²
Gostei do seu blog :D
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