E as cortinas se fecham
E a gente não tem pra onde correr
E eles fingem em não nos ver...
Eles fingem não nos ver...
Somos artistas... Nos infernos da noite purpura paulistana
Atores, músicos, pintores e poetas
Smos artistas nos infernos da noite purpura paulistana
Porcos, drogados, humanos e poetas...
By Luca
sexta-feira, 13 de julho de 2007
quarta-feira, 11 de julho de 2007
domingo, 8 de julho de 2007
Da Fulga
"Perdi-me muitas vezes pelo mar, o ouvido cheio de flores recém cortadas, a língua cheia de amor e de agonia.
Muitas vezes perdi-me pelo mar, como me perco no coração de alguns meninos.
Não há noite em que, ao dar um beijo, não sinta o sorriso das pessoas sem rosto, nem há ninguém que, ao tocar um recém-nascido, se esqueça das imóveis caveiras de cavalo.
Porque as rosas buscam na frente uma dura paisagem de osso e as mãos do homem não têm mais sentido senão imitar as raízes sob a terra.
Como me perco no coração de alguns meninos, perdi-me muitas vezes pelo mar.
Ignorante da água vou buscando uma morte de luz que me consuma.''
Federico Garcia Lorca
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