sábado, 8 de setembro de 2007

Outra estação

Agora eu falo como louca
O coração bate na boca
Suas ameaças pelo chão
O amor foi um gole de vinho
Foi sei seco, foi tinto
Foi pura armação
E o coração da dessas
A gente sofre a gente berra
Ajoelha e pede perdão
Depois faz amor
Nada além do sexo
A gente vai é por tesão
Arma o circo, fecha a cortina
Recita um poema
Que acaba rasgada no chão
Depois parte num voo qualquer
Muda o radio de estação.





By Luca

sábado, 18 de agosto de 2007

Um pouquinho de mim...

Eu tenho diploma de um curso incompleto, um papagaio que canta quaerelas do brasil, cartas rasgadas na minha gaveta de calcinha. Chico Buarque, Jobim e Pixinguinha. Um gato pirata tatuado na perna e mania de dizer que sou fotografa...




By Luca

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Poeta Maldito '' BUKOWSKI''

Eu quero ler aquele livro, aquele lá de um velho de 50 anos com corpo de 18, que desfila de calcinha rosa claro e salto alto na madrugada, na madrugada da américa sapatão, com uma garra metalica no lugar da mão esqueda, sabe aquela que é uma prostituta de 150 kilos e um metro e meio de altura? Que peida, uiva e destroça a cama quando goza?

Quero ler as notas desse velho safado que comeu aquela prostituta, que rodou a cidade com um saco de merda antes de jogar num azilo, depois caiu bebado na rua a trinta passos de sua casa, mas que nunca pensou em violentar duas velhas de uma vez só!Hahah





By Luca







sábado, 21 de julho de 2007

Por amor



Eu sou e sempre fui assim
Única em minhas verdades inventadas
Falando bobagens num bar
Amando sozinha na madrugada

Correndo pra longe num salto,
Eu sempre volto a você
Sorrindo com cara de anjo
Pedindo carinho e atenção

Aprendi a ser fútil
Pra ganhar mais que perder
Eu sei que a vida é um circo
E todos tem medo de sofrer

Por amor
Por amor

Eu aprendi a jogar serio
E hoje sou mais serio
Um amante descaralhado
Fútil e palhaço.





By Luca

terça-feira, 17 de julho de 2007

Sacanagem

Aos deprimidos, aos oprimidos
Servos, servis, homens gentins
A vida é má e corre
Vai de moto, bicicleta, com força contra o poste
O coração dói, o ar sufoca, a língua enrrola
E lá se vai a vida...
Vai ingênua, sem graça, te da as costas
Queria ter um bem grande e foder a vida de quatro
Já que é tudo sacanagem, eu também sou banalidade
Chega de papai e mamãe.
Agora é tudo sacanagem...





By Luca

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Só uma paínha vai...

E as cortinas se fecham
E a gente não tem pra onde correr
E eles fingem em não nos ver...
Eles fingem não nos ver...

Somos artistas... Nos infernos da noite purpura paulistana
Atores, músicos, pintores e poetas
Smos artistas nos infernos da noite purpura paulistana
Porcos, drogados, humanos e poetas...




By Luca

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Eu e ela !




Ela não me ligou...
E eu não liguei pra ela...

domingo, 8 de julho de 2007



Da Fulga


"Perdi-me muitas vezes pelo mar, o ouvido cheio de flores recém cortadas, a língua cheia de amor e de agonia.
Muitas vezes perdi-me pelo mar, como me perco no coração de alguns meninos.
Não há noite em que, ao dar um beijo, não sinta o sorriso das pessoas sem rosto, nem há ninguém que, ao tocar um recém-nascido, se esqueça das imóveis caveiras de cavalo.
Porque as rosas buscam na frente uma dura paisagem de osso e as mãos do homem não têm mais sentido senão imitar as raízes sob a terra.
Como me perco no coração de alguns meninos, perdi-me muitas vezes pelo mar.
Ignorante da água vou buscando uma morte de luz que me consuma.''




Federico Garcia Lorca

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Eu quero...


Eu quero o amor e a loucura
E o suor saindo dos poros
Quero boca, seios, sua mão entre as minhas pernas
Quero em seus olhos o desejo, e sentir o seu cheiro
Quero em posição de poesia descarada e aberta
Frases quentes e taras na madrugada
Gritos e gozo antes que eles acendam as luzes...




By Luca

terça-feira, 3 de julho de 2007

...

Aff! Cansei dessa gente fazendo cara de paisagem, fingindo entender as minhas loucuras, tentando ser coll e impressionadas com o meu silêncio... Vocês são uns chatos.
E gente chata eu não perdôo... Ah eu não perdôo não!




By Luca

domingo, 1 de julho de 2007

Vem num surto

Um risco sem cor atravessa o céu
Nessas horas frias
Dessas noites feias
Despencando do décimo andar
Tão ilustre e belo
No chão a lamentar mentiras
Numa viajem funda e torta
Minha estupida santidade sóridida
Me devora aos poucos, me devora
Me devora, depois vá embora
Me deixe aqui plastificado e triste
Da janela espedaçada, vendo um mundo trincado
Dor-medo, rubro-fogo
Ta nos cantos e nos becos do meu corpo
Vem num surto, abre a boca e me engole
Vem num surto, abre a boca e me gospe.





By Luca

sábado, 30 de junho de 2007

Recapitulando...

_ Você é artista, agnóstica e poeta! _ Disse Marilha as quinze pra sete sentada no bar.
_ Não sou artista, faço Arte! Tenho uma felicidade mais profunda e um desgaste muito
mais acelerado ... Ta gravado no meu rosto, traços de aventuras imaginarias e espirituais
e que com o tempo, provoca uma perversão, um refinamento...
Secou o copo. _ E ainda diz que não é poeta?
_ Não sou! _ Desse mais duas João!!
_ Da onde tira isso então?
_ Li num livro ou inventei...



" Afinal... Todo mundo é poeta quando bebe ''




By Luca

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Brincando de ser Deus


As vezes brinco de ser deus...
Dou vida as suas cores, assassino as suas dores
Lhe dou rosas, versos e amores
Me torno virgem maria, a puta, rainha
Me torno rainha, a puta virgem maria

As vezes brinco de ser deus...
Dou vida a sua morte, te faço alguém
Nesse mundo onde ninguem é de ninguem
Te faço meu refém

As vezes brinco de ser deus...
Te faço mulher, te faço fada
Européia, bicha, mãe e mulata
Te arranco a realidade, a angustia e o pudor
Lhe trago asas pra voar pra onde for

As vezes brinco de ser deus...
Dos leçois faço castelo pra você reinar
Da dor lhe dou orgasmos pra te saciar
Do pecado, faço o vicio pra te embriagar
Da sua vida, faço um canto pra você cantar

As vezes brinco de ser deus...
E sendo deus vou me enganando
Me refazendo, te condenando...





"Hoje lhe trouxe as chaves pra abrir as correntes
Mas você não quer partir..."






By Luca

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Quero flores

Quero flores pra compor o meu jardim
Na minha estante, na galadeira e no sofá
Quero flores das mais caras as roubadas
Num guardanapo desenhada e amassada
As vermelhas... Que tanto me excitam
As vermelhas... Lembram um amor perdido
E maldito, cheio de flores e com cheiro de mijo
Quero flores aroma artificial, imitação barata de vida
No espelho quero flores refletidas
Rosas, Ortensias e Margaridas...
Quero flores estampadas em meu vestido
E afogadas em um balde, num canto vazio
Quero flores diversas, pousadas entre minhas pernas
E nas escadarias jogadas de um edificil
Quero flores tatuadas em minhas costas
Mastigadas em seu corpo nu
Quero flores decadentes e tortas
Quero flores almejadas e exóticas
Quero flores viciadas e patéticas
Quero flores com benflogin.





By Luca

















terça-feira, 26 de junho de 2007

_ Por que você não apareceu?
_ Por que eu marquei um encontro comigo na esquina... Mas também não apareci!!





























segunda-feira, 25 de junho de 2007

O menino ia no mato
E a onça comeu ele
Depois o caminhão passou por dentro do corpo do menino
E ele fo contar para mãe
A mão disse: Mas se a onça comeu você, como é que o caminhão
passou dentro do seu corpo?
É que o caminhão só passou renteando meu corpo, eu desviei depressa.
Olha mãe, eu só queria inventar uma poesia, eu nao preciso de fazer razão.


autor: ?


Bossa (O que vale é estar vivo)



E tudo termina em prosa
No bar rock n roll e bossa nova
Eis aqui um vivo, largado no mundo

Procurando aonde ir

A esquina cai no enquadro
Toma a noite num assalto
E o mal esconde a cara
Mas aponta a direção


Incompleto, incostante
Eu me levo a diante
Variável, incontrolável
eu vou na contra-mao
vou correndo entre os carros

No incerto, favorável, indigesto, imutável
Que as vezes ate sorri


Mas quando tudo termina em prosa
Mis um drink e bossa nova
Eis aqui um vivo, nem tão feio nem bonito
E apesar das translações, das drogas e equivocos
Da mente conturbada e do cancer coletivo

Incompleto, incostante
Eu me levo a diante
Variável, incontrolável
eu vou na contra-mao
vou correndo entre os carros
Num incerto, favorável, sou indigesto, sou imutável
Que as vezes ate sorri.


O que vale é estar vivo...
O que vale é estar vivo...




By Luca

domingo, 24 de junho de 2007

Dias assim...

Dias assim... A culpa insiste em entrar, sem bater na porta, sem pedir licença.
Simplesmente entra. É assim com todo mundo... Dizem que a idade pesa, que a vida passa e estao sempre fugindo dela. É como praga. (cresce em jardim).
Eu quero mesmo é viver tudo. Minha alegria ingênua, simulada, inventada. Tragada.
Quero acompanhar de perto, ir com a vida lado a lado. Disputa cerrada.
Quero quebrar os laços, chegar na frente, ser o primeiro.
Mas não quero erguer bandeira nenhuma. Por que sou da tribo dos sem tribo.
E só defendo a causa dos perdidos. Sendo eu também um perdido, dissimulado, fingido e petulante e ainda assim, um pequeno burguês amável.
Quero a dor pra fazer poesia.
E o amor sem vergonha, sem culpa. Ousadia estampada na cara, vida tatuada na alma.
Sentir o gosto raro do desafio e o excesso fundamental pro meu equilibrio.
Quero doses de inspiração, sensações e multidões...
Amor puro, proibido, descarado. Sem trapaças.
Me apaixonar todo dia e a cada minuto que escorre de vida.
Dias assim... Eu quero mesmo é me apaixonar, fazer uma canção, ficar de bobeira, birita com os amigos e filosofia de bar.
Voltar de mãos dadas pra casa. Ver o dia acordar.

Dias assim... Eu quero mesmo é a vida nua sem culpa!



By Luca