domingo, 1 de julho de 2007

Vem num surto

Um risco sem cor atravessa o céu
Nessas horas frias
Dessas noites feias
Despencando do décimo andar
Tão ilustre e belo
No chão a lamentar mentiras
Numa viajem funda e torta
Minha estupida santidade sóridida
Me devora aos poucos, me devora
Me devora, depois vá embora
Me deixe aqui plastificado e triste
Da janela espedaçada, vendo um mundo trincado
Dor-medo, rubro-fogo
Ta nos cantos e nos becos do meu corpo
Vem num surto, abre a boca e me engole
Vem num surto, abre a boca e me gospe.





By Luca

2 comentários:

Ana Sousa disse...

Surtos, espasmos...
benflogin?
5 caixas de cerveja?
Dona esponja?
Confusao de pensamento???

Tudo vai depender do trastorno. da insanidade, sobriedade ou nao...

Eu disse...

Ai que da hora...

Gostei do vem no surto, abre a boca e me engole...


um beijo